Ligações do terror com facções no Brasil: O que esperar do ódio/terror ligado ao crime com apoio político?

Por Amir Kater

 

Como sabemos e caminhamos apontando, desde há muito são públicas as ligações escusas de determinados grupos terroristas com crimes de tráfico. Mas, manteremos o foco na questão que vem assolando o Brasil, e, agora de solapada com a Lei nº 13.445/17, conhecida como “Lei de Migração”. Contudo, para melhor entendimento do que pretendemos demonstrar faremos uma breve introdução.

Desde antes, mas no ano de 2014 houve matéria do jornal “O Globo” que dava conta da ligação de integrantes do grupo terrorista “Hezbollah” (Partido de Deus), que se associavam às facções criminosas brasileiras, a saber, PCC, uma organização criminosa que opera a partir dos presídios do Estado de São Paulo. A polícia Federal, mesmo contrariando a lógica das políticas lenientes, quando se trata de terrorismo e facção criminosa , logrou êxito ao identificar tal questão, que advém da insistência antiga de governos estrangeiros, através de seus serviços de informações, inteligência, sobre tais questões. O governo brasileiro, aliás, como de praxe, sempre diminui ou suprime dados acerca desses temas.

É de conhecimento geral que em meados do ano de 2006, passa a existir a “sociedade do crime”, porém se confirmam tais dados no ano de 2008, dois anos depois, quando uma operação da Polícia Federal, reúne informações concretas sobre a ligação de criminosos libaneses que já operavam em solo brasileiro, e tal operação finda por prender os referidos criminosos, apesar das agências estrangeiras – a matéria menciona somente os norte-americanos – se fechar na questão de que o dinheiro levantado com o tráfico, por parte desses elementos financia o terrorismo.

Nesse mesmo período, em que se deu a operação policial e seus consequentes levantamentos, percebeu-se que além do fomento, financiamento do terrorismo houve a abertura de canais de tráfico de armas que se destinava à facção criminosa brasileira. Da matéria extraímos e aqui colocamos trechos do relatório da época:

“Em troca, os criminosos brasileiros prometiam dar proteção a presos da quadrilha libanesa já detidos no Brasil. A notícia da associação criminosa surgiu de informante da PF. A veracidade acabou sendo confirmada pela área de inteligência, que monitorou não só os suspeitos sob investigação, como também os integrantes da facção brasileira que comandavam ações mesmo detidos em presídios federais e estaduais em São Paulo e Paraná.
Segundo relatório da PF, “a concentração de tais detentos vem auxiliando na aglutinação de indivíduos com interesses comuns, além de viabilizar o contato de traficantes de origem árabe com grupos” como a facção “com marcante presença nos estabelecimentos prisionais do estado de São Paulo”. O documento diz ainda que os contatos internacionais dos traficantes libaneses “têm atendido aos interesses” da facção brasileira, “que, por seu turno, viabiliza uma situação favorável aos estrangeiros dentro do sistema prisional, além de assegurar algum lucro com negociações mesmo enquanto estão presos” .

Como não poderia ser diferente, pois além do que já escrevemos inúmeras vezes, todas as investigações sempre partem, passam ou estacionam na tríplice fronteira Argentina, Brasil e Paraguai. A operação que comentamos acima passa pelos informantes dessa região, onde o setor de inteligência da PF se convenceu da real abertura de canais de tráfico de armas com algo ainda maior e pior, sim, infelizmente óbvio e assustador, a consequente abertura de canais para aquisição de explosivos. Há a identificação da participação desses libaneses em negociações com explosivos, do tipo C4, que na época tinha outra investigação em curso dado o roubo de um carregamento desse material, que, pasmem, estava sendo vendido a módico preço na região do Paraguai. Para facilitar, apresentamos breve explicação do que é o C4:

“O C-4 ou “Composition C-4” é uma variedade comum de explosivo plástico de uso bélico. O termo “composition” é usado em inglês para qualquer explosivo estável, e a “composition A” e a “composition B” são outras variantes conhecidas. O C-4 é um dos explosivos, depois do TNT, com mais força conhecida até o momento.”

Segue o relatório da Polícia Federal:

“Os libaneses em atividade criminosa, apesar de terem no tráfico de cocaína seu principal foco de atividades, também atuariam no tráfico de armas para grupos criminosos de São Paulo, sendo que, recentemente, também teriam intermediado uma negociação de explosivos (aparentemente C4, sendo também sabido que um carregamento de tal material foi subtraído no Paraguai e vem sendo vendido a preços bem baixos).”

Há apontamentos constantes dos norte-americanos em seus relatórios anuais de combate ao narcotráfico dos libaneses na tríplice fronteira , com consequente, ligação ao comércio ilegal de drogas para financiamento do terror. No ano de 2006, o Departamento do Tesouro Norte-Americano listou nove pessoas acusadas de ajudar no envio de recursos ao “Hezbollah”; qual seria a intenção senão o apoio ao terrorismo?

Curiosamente, a Galeria Pagé situada em “Ciudad Del Este” (Paraguai) – sim a de São Paulo não é a única, porém, sabidamente tem as mesmas ligações – foi considerada o “bunker” dos elementos que davam suporte ao grupo terrorista. Mas com a leniência, fraqueza política e legal, além da usual prática do uso de inverdades, o governo do Brasil negou qualquer existência de provas que terroristas atuassem em solo brasileiro, especificamente na região sul. Porém, o DEA, (agência americana de combate às drogas), departamento subordinado ao Ministério da Justiça Norte-Americana, assim como a Polícia Federal no Brasil, reiterou as acusações.

Anos antes, em 2008, o serviço de inteligência da Polícia Federal já estava voltado para aquela região, independente do relatório do Tesouro Americano, dando conta de maneira objetiva e inequívoca da participação dos libaneses com o tráfico de drogas, e, apontando a forma perigosa com que se firmava a “associação criminosa” entre estes e o PCC. Tal operação investigativa teve também a movimentação de monitoramento em Foz, Cuidad Del Este e Puerto Iguazu, este último na Argentina.

“Os documentos reúnem desde listas de nomes e períodos de hospedagens em hotéis até registros de um suposto risco de atentado terrorista no Brasil. No dia 28 de agosto de 2008, relatório de inteligência assegura que recebeu informe de ‘fonte não comprovada’ de que um estrangeiro ‘integrante de uma organização terrorista’ estaria viajando para Brasília para executar plano de assassinato. Há ainda a descrição de ações na Ponte da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Em fevereiro de 2008, por exemplo, policiais pararam um veículo em que estavam o libanês Mostapha Hamdan e o sírio naturalizado paraguaio Farouk Sadek Abdou. Esse último, pouco antes de ser abordado tentou destruir um papel onde havia 17 números de telefones.”

No mesmo ano, em meados de abril, novo alerta é acionado. Desta vez, se tratava da atuação do PCC no Paraná, estado que, aliás, tem grande comunidade árabe, além do plano para resgate de um de seus integrantes; mas o plano de resgate para nós é mais um embuste para que as armas chegassem às mãos daqueles que estão ligados ou simplesmente simpatizam com as práticas do terrorismo, que a cada dia se aproxima mais das “terras brasilis”.

Devemos colocar o seguinte:

Segundo documento difundido pela página do WikiLeaks a vários jornais e publicado pelo britânico The Guardian, a chancelaria americana pediu em 2008 à sua embaixada em Assunção “informação sobre a presença, as intenções, os planos e as atividades de grupos terroristas (…) no Paraguai, concretamente na tríplice fronteira” com o Brasil e a Argentina.
Washington queria informações não só sobre a possível presença dos grupos Hezbollah e Hamas, entre outras organizações armadas islamitas, mas também da “Al Qaeda” e “agentes estatais iranianos”.

Apesar da mania alienada do brasileiro médio insistir que nada ocorrerá no país em que todos os islâmicos são de paz, que não há ligação objetiva entre o Islã e o terror, ignorando a lógica dos acontecimento que existem há anos, mundo a fora, é evidente que há, sim, problemas ligados a estes, que já operam em território brasileiro há muito tempo. E pior, agora há além da Lei nº 13.445/17, mencionada no início do presente, aqueles que já impetram Projeto de Lei (PL) e Projeto de Ementada Constitucional (PEC) visando revogar os vetos feito pelo atual presidente, o senhor Temer.

Claro deve estar que os vetos impostos pelo presidente do país, pouco ou nada melhoram a mencionada lei, pior ainda se aprovarem as propostas que visam “derrubar” os mesmos, pois isso poderia agravar ainda mais a situação, abrindo caminho para nova propositura de textos para os artigos vetados. Aliás, o propositor do PL que se tornou em lei recentemente, é um parlamentar ex-guerrilheiro, ex-terrorista, mas não tão “ex” assim, posto que com suas propostas e lei, acaba por colocar o Brasil no olho do furacão do terror islâmico para a América Latina. Logo, se mostra bem próximo daqueles que mantém as práticas que o hoje ministro adotava há não tantos anos atrás, não? Há que se colocar que a América Latina sofre com a presença de terroristas islâmicos, há décadas, mesmo que ainda não tenham estes atacado nenhuma igreja, sinagoga, templos budistas ou outros entes considerados locais para prática infiel, já produzem muitos simpatizantes e criam força política nos mais diversos ambientes.

Com essas informações, que convergem em muito para artigos anteriores, mas dessa vez apontando algo que mencionamos, mas não aprofundamos, o que ainda falta para o brasileiro entender que já há terror em seu território? Que a chegada dos “refujihadistas” em algum momento, só fará com que esses “ovos” eclodam, gerando uma turba de ações de opressão, perseguição e intolerância religiosa? Quando vão se convencer de que o número de islâmicos “pacíficos”, pelo menos por hora, está aumentando de maneira absurdamente alarmante, e, que isso já é o início da “jihad demográfica” e que as mussalas e mesquitas se multiplicam como coelhos?

O Brasil, país de proporções continentais, farto em água, com solo rico, possuidor de enormes riquezas naturais, com real multiculturalismo do ponto de vista de convivência de “n” grupos de migrantes, mas que, infelizmente, sempre se orgulhou dos cabrestos políticos, alienação social, e, que hoje, por conta de políticas abjetas, tem um povo obrigado a abordar e discutir temas que sequer consegue de fato entender.
Sim, os brasileiros não têm capacidade de entender – não fiquem bravos – vejam o que e como se deram e hoje se dão as coisas na “Eurábia” e perceberão que o Velho Mundo, mesmo velho e maduro, se vê em “péssimos lençóis”. Assim, o que dizer de um país que ainda engatinha social, política, econômica e educacionalmente, ao imitar aqueles que sofrem ao invés de se fechar em copas, evitando danos maiores? O que o Brasil procura? O que será quando a “associação criminosa” que mostramos aqui crescer ainda mais? O que farão quando isso – como já está ocorrendo – tiver a entrada do DAESH(EI) na “sociedade criminosa”? Aliás, querendo ou não, isso está ocorrendo, silenciosa e sorrateiramente em solo brasileiro. Acordem, acordem!!!!

Lembremos sempre, do seguinte:
HÉGIRA (migração): É uma tática tradicional de ocupação pacífica, na qual a comunidade Kafir tem a falsa sensação de que os primeiros imigrantes não são uma ameaça, pelo menos até que a comunidade muçulmana tenha ganhado força.
TAYSIR: Permite ensinar fórmulas falsas do Islã em terras estrangeiras, ou ignorar os princípios mais rígidos da Sharia, como uma versão “light” do Islã – para facilitar sua observância pelos novatos – que mais tarde serão endurecidos.
MURUNA: É a suspensão temporária da SHARIA, a fim de que os imigrantes muçulmanos pareçam “moderados”.
HUDNA: É uma trégua temporária (muitas vezes entendida como “paz” pelo kafir), que os muçulmanos podem quebrar a qualquer momento, quando se tornar estrategicamente vantajoso. É geralmente para fins de armamento e reagrupamento (ver as ondas de ataques dos palestinos a Israel).
AL‐WALA’ WA’L‐BARA’: Esta é a convocação geral – uma conclamação aos muçulmanos para se unirem (incluindo os terroristas) e se ajudarem contra os não-muçulmanos. A ordem para todos é evitar se opor à Jihad, incluindo participar no esforço de guerra aos não muçulmanos.
Acordem! Urge a necessidade de acordar para a realidade, deixando todo e qualquer preconceito de lado, pois a cimitarra que se coloca sobre as nucas, se aproveita, se fortalece e se engrandece a cada cisão, a cada ponto de preconceito interno, de desentendimento entre pares. Acordem! Percebam os jogos, jogadas e “sacadas” políticas que permeiam a nova realidade mundial.

Paz para todos!

 

Referência de imagem: http://goo.gl/images/BMYyiQ

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